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Emmys 2026: De Hacks a The Pitt, as previsões para as nomeações

Com as nomeações aos Emmys 2026 marcadas para 8 de julho, estas são as nossas previsões para as categorias de Comédia, Drama e Minissérie!

Emmys 2026: De Hacks a The Pitt, as previsões para as nomeações

É já no próximo dia 8 de julho que serão anunciadas as nomeações para a 78.ª edição dos Primetime Emmy Awards. Quando a temporada começou, tudo indicava que teríamos um ano pouco competitivo, semelhante a 2021 ou 2024, mas várias surpresas foram-se consolidando e o cenário atual parece bem mais otimista.

Estas são as nossas apostas para Melhor Série de Comédia, Drama e Minissérie:

COMÉDIA

Hacks": o que vai ser de nós sem elas? – Observador
  • Abbott Elementary (Disney+)
  • Margo's Got Money Troubles (Apple TV)
  • Only Murders in the Building (Disney+)
  • Rooster (HBO)
  • Shrinking (Apple TV)
  • The Comeback (HBO)
  • Widow's Bay (Apple TV)
  • Hacks (HBO Max)

Com a ausência da campeã do ano passado, The Studio, a quinta temporada de Hacks (HBO) assume-se como a aposta mais forte, depois do upset histórico que protagonizou contra The Bear em 2024. Only Murders in the Building caminha para a sua quinta nomeação consecutiva, mas a perda de relevância e a receção morna da última temporada deixam a série numa posição vulnerável. Já Shrinking procura agora confirmar a sua consistência na terceira temporada, depois de ter conquistado uma nomeação ano passado pela primeira vez.

Depois, temos The Comeback, a série de culto cancelada em 2005, que depois regressou em 2014, volta em 2026 com o trunfo da sua temática sobre a Inteligência Artificial e uma nomeação que parece que vai finalmente acontecer.
Em sentido contrário, temos as "glórias do passado" que perderam o passo: Abbott Elementary parece cada vez mais distante da competição; The Bear, após uma terceira temporada dececionante, perdeu o gás; e tanto Nobody Wants This como Wednesday foram sucessos de audiência que brilharam na primeira temporada, mas não conseguiram repetir o impacto necessário. Da mesma forma, o regresso de Jury Duty parece ter deixado para trás o buzz que a levou à nomeação surpresa na temporada de estreia.

Por norma, os votantes do Emmy são bastante resistentes a novidades e tendem a nomear os seus favoritos, mesmo quando os tempos gloriosos já se foram, mas se há ano que pode quebrar este círculo vicioso, é este. Bill Lawrence, o mestre por trás de Ted Lasso e Shrinking, chega com Steve Carell e a sua fórmula de sucesso em Rooster, a série de comédia de estreia mais bem-sucedida na HBO desde Hung (2009). A Apple TV+ aposta no prestígio de David E. Kelley com Margo's Got Money Troubles, uma série provocadora e aclamada que valeu muitos elogios ao trio Elle Fanning, Michelle Pfeiffer e Nick Offerman, enquanto Widow's Bay, a comédia de terror de Katie Dippold (Parks and Recreation), tornou-se o fenómeno que tomou a indústria de assalto. Por fim, temos os olhos postos em The Hunting Wives: um sucesso improvável do verão passado na Netflix americana que pode muito bem repetir o efeito Emily in Paris e forçar uma entrada inesperada na corrida.

DRAMA

The Pitt' Season 2 Review: The Ticking Clock Tolls for Thee
  • Paradise (Disney+)
  • Pluribus (Apple TV)
  • Slow Horses (Apple TV)
  • Task (HBO)
  • Industry (HBO)
  • The Diplomat (Netflix)
  • The Pitt (HBO Max)
  • A Knight of the Seven Kingdoms (HBO)

Depois de ter derrotado Severance na cerimónia de 2025, The Pitt parte com o favoritismo absoluto. Os regressos de Slow Horses, The Diplomat e Paradise são esperados e quase garantidos na corrida. Entre as estreantes, Pluribus e Task foram as que geraram mais buzz, enquanto A Knight of the Seven Kingdoms , a aposta no universo Game of Thrones, parece ter consolidado o seu lugar após uma receção crítica muito positiva.

Por outro lado, temos antigos nomeados que perderam o passo ou chegam a um fim conturbado: os desfechos pouco consensuais de Stranger Things, The Boys e Euphoria deixam as séries numa posição fragilizada; a falha de Fallout em conseguir manter o buzz na sua segunda temporada deixa-a praticamente excluída da corrida. The Gilded Age procura capitalizar o crescimento da temporada anterior para garantir novamente o seu lugar, enquanto The Morning Show não gerou ruído suficiente para entusiasmar os votantes. Já Bridgerton, apesar do seu enorme sucesso, nunca regressou à categoria desde a sua temporada de estreia.

Entre as possíveis estreias, temos o spin-off de The Handmaid’s Tale, The Testaments, que parece ter agradado à crítica e ao público, mas resta saber se terá força junto dos votantes. Industry procura finalmente a sua nomeação de estreia após uma quarta temporada muito aclamada, enquanto Taylor Sheridan tenta, mais uma vez, quebrar a resistência do Emmy às suas produções, com Landman ou The Madison. Por fim, o fator surpresa poderá vir de The Boroughs (Netflix): com produção executiva dos criadores de Stranger Things, a série atingiu o pico de popularidade exatamente no momento em que a votação estava prestes a começar. Porém, a série acabou por ser cancelada pela plataforma quando a produção ainda estava no Top10, uma escolha que criou muito burburinho.

MINISSÉRIE

Love Story: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette' Ending Explained
  • Beef (Netflix)
  • Black Rabbit (Netflix)
  • DTF St. Louis (HBO)
  • Love Story - John F. Kennedy Jr. e de Carolyn Bessette (Disney+)
  • The Beast in Me (Netflix)

A primeira temporada de Beef tomou a corrida de assalto, mas a segunda não parece ter tido o mesmo efeito. Com uma receção mista e longe do sucesso de "boca a boca" de outrora, a nomeação parece já uma realidade. Love Story- John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette é mais uma produção de Ryan Murphy que captou o zeitgeist e foi bem recebida, tornando a nomeação quase certa. Já The Beast in Me foi um sucesso enorme em novembro, marcando presença nos Globos de Ouro, sindicatos e Critics Choice; embora estes fenómenos efémeros da Netflix por vezes percam força, a série protagonizada por Claire Danes e Matthew Rhys parece bem encaminhada.

Entre as opções mais discutidas, temos Half Man, o regresso de Richard Gadd (Baby Reindeer). A série está a dividir opiniões e é extremamente controversa, o que nos faz ter dúvidas que os votantes a abraçarão na categoria principal. Depois, há o factor Peacock: a plataforma nunca conseguiu uma nomeação numa categoria de série e o seu histórico é pobre. All Her Fault foi um grande sucesso no inverno, mas mantemos a nossa resistência quanto à sua viabilidade.

A HBO lançou DTF St. Louis, que pode ser demasiado estranha para o perfil do Emmy, mas conquistou um buzz sólido, boas críticas e o elenco fortíssimo, Bateman, Harbour e Cardellini, pode ser o suficiente para uma última vaga. Por fim, Jason Bateman protagonizou ainda Black Rabbit, que passou despercebida no lançamento em setembro, mas conseguiu chamar a atenção com nomeações em todos os sindicatos importantes da indústria, o que indica que está muito mais perto de uma nomeação do que muitos pensam.

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