> ## Content Index
> Fetch the complete content index at: https://www.geeksphere.pt/llms.txt
> Use this file to discover other available public pages before exploring further.

# Supergirl - Crítica: Uma promessa falhada do Universo DC
- URL: https://www.geeksphere.pt/supergirl-critica-uma-promessa-falhada-do-universo-dc/
- Published: 2026-07-02T11:00:05.000Z
- Updated: 2026-07-19T17:41:42.000Z
- Description: James Gunn prometeu um "guião rock solid", mas Supergirl está longe de cumprir as expetativas do novo DCU... Lê aqui a nossa crítica!
- Author: André Sousa
- Tags: Cinema, Entretenimento, Crítica

Este artigo pode conter spoilers!

[](https://www.google.com/preferences/source?q=ifeed.pt)

Quando James Gunn e Peter Safran tomaram controlo do DCU, prometeram liberdade criativa para os seus autores e que a prioridade seria sempre ter um “guião *rock solid*”. Ao vermos Milly Alcock surgir nos últimos minutos do *Superman (2025)* de James Gunn, a ideia de um filme solo dela fez todo o sentido. Em poucos minutos, Alcock mostrou-se carismática e pronta para o seu *close-up* numa versão *“party girl”* da super-heroína.

Agora com Supergirl (2026) nos cinemas, a questão que se impõe é: **O que viu James Gunn no argumento “muito pouco *rock solid*” de Ana Nogueira e no cineasta Craig Gillespie (*Eu, Tonya*), sem provas dadas neste tipo de *blockbuster*, para contar esta história?** 

## Craig Gillespie: Um erro de casting para Supergirl

![Supergirl' 2026 Movie Review: Superman's Cousin Blazes Own Trail](https://www.indiewire.com/wp-content/uploads/2026/06/rev-1-SGRL-CC-TRL-032r_High_Res_JPEG-1.jpeg?w=600&h=337&crop=1)

A obra é um *pastiche* daquilo que Gunn fez com *Guardiões da Galáxia,* mas mal feito*,* ancorando-se no *plot* de *True Grit* e na construção de mundo de *Mad Max.* No entanto,Craig Gillespie *é* um realizador que não tem qualquer senso de como lidar com este tipo de escala, nem apreço visual e acaba por entregar uma aventura espacial entediante, com identidade visual muito pobre e uns tons acastanhados e borrados que se tornam um repelente aos olhos de quem assiste. 

Também as cenas de ação padecem da incompetência que Gillespie revela para o trabalho. Optando por planos fechados e cortes rápidos, torna-se díficil de nos localizarmos na ação. Nunca dá para perceber quem está a bater quem, o que é suposto estar a acontecer e mais uma vez, fica evidente as limitações técnicas e estéticas dos cenários pobres. 

Outra das marcas do cinema de Gunn, as *needle drops,* aqui tornam-se artíficos preguiçosos, sem brilho e, no apático clímax do filme soterrado de escolhas bizarras, a música destaca-se como uma das piores. Isto prova que não basta imular o estilo vencedor de Gunn para conseguir um filme de super-heróis bem sucedido, e é uma lição importante para que a nova DC não se torne uma série de clones executados por cineastas a tentar impressionar o chefe. 

## Esta Supergirl não merece Milly Alcock 

![Supergirl | Film Threat](https://filmthreat.com/wp-content/uploads/2026/06/supergirl-ruthye-krypto-eve-ridley.jpeg)

Nem mesmo Milly Alcock consegue se soltar num filme que não tem qualquer domínio de tom, que se recusa a explorar a psique da personagem e a deixa presa num estereótipo de *bountyhunter* desinteressado. De destacar ainda que Nogueira transforma a Supergirl em alguém que confia em qualquer pessoa, num nível risível, descartando a lógica em nome das conveniências do argumento. A atriz bem tenta, mas a sagacidade e o caos da sua pequena participação aqui são substituídas por falas forçadas e uma caracterização inconsistente. 

Não ajuda também que a dinâmica *True Grit* aqui se fundamente num desempenho letárgico de Eve Ridley (Ruthye Marye Knoll), o que leva a que a dinâmica de suposta amizade que nasce entre elas nunca seja convincente.

## Um vilão esquecível numa trama tonalmente desconcertante

![Supergirl" proves Hollywood studios still don't trust women superheroes -  Salon.com](https://www.salon.com/app/uploads/2026/06/supergirl-6.jpg)

O calcanhar de Aquiles da maioria dos filmes de super-heróis é o vilão, e esta longa-metragem vai mais longe ao construir Krem (Matthias Schonaerts), um antagonista patético, visualmente inassociável de qualquer outro personagem, que tem uma presença quase inexistente no filme. O mais surreal é que Krem é o líder de um grupo que está a traficar crianças de vários planetas para manter uma linhagem masculina, uma trama que é usada de forma descartável. Kara nunca se parece tão importada assim com as vítimas; o filme não lhes dá lugar de fala, e algo tão importante e tonalmente desconcertante acaba atirado de forma rasa, como, aliás, todos os temas que a obra se propõe a explorar.

Tudo aqui é nível esboço, não vai além do básico e mesmo o *flashback* que explica a origem de Kara Zor-El, o único ponto em que o filme consegue captar a atenção, é demasiado genérico e perdido na narrativa para surtir o efeito pretendido. 

## Uma desilusão chamada Supergirl

![Supergirl (2026) - IMDb](https://storage.ghost.io/c/01/bb/01bbb8fe-7543-47c0-97fd-1c2e512ea9a3/content/images/2026/06/Supergirl-ganha-novo-trailer-com-Superman-e-Jason-Momoa-como-vilao-DivulgacaoWarner-Bros.-Pictures-800x450.jpg)

Com uma hora e quarenta e cinco, *Supergirl* é a prova de que a duração não é o problema, mas sim o ritmo. No seu segundo longa-metragem do novo universo, a DC apresenta um filme inchado, estático, pobre que desperdiça uma atriz que estava pronta para dar muito mais, mas acaba sabotada por uma realização inapta de Craig Gillespie e um argumento que precisava de mais três ou quatro revisões antes de estar “*rock solid*”.

**Nota:** 3/10 

**Filme:** Supergirl  
**Lançado em:** 2026  
**País de origem:** Estados Unidos   
**Realizador:** Craig Gillespie   
**Escrito por:** Ana Nogueira   
**Elenco:** Milly Alcock, Eve Ridley, Matthias Schoenaerts, Jason Momoa