Trionda: conheça a bola oficial do Mundial 2026 que inclui sensores e precisa de ser recarregada
O Mundial 2026 já está em andamento e, além da estreia do torneio com 48 seleções e da realização conjunta nos Estados Unidos, México e Canadá, a competição trouxe também uma nova bola oficial.
Desenvolvida pela Adidas, a Trionda combina um visual inspirado nos três países anfitriões com tecnologias avançadas que ajudam a apoiar as decisões da arbitragem durante os jogos.
Tal como aconteceu em edições anteriores, a bola oficial assume um papel de destaque dentro e fora dos relvados, estando presente nos materiais promocionais da FIFA e disponível para compra pelos adeptos.
Design inspirado nos países anfitriões
O nome Trionda faz referência aos três países que acolhem o Mundial 2026. O design combina tons de azul, vermelho e verde, acompanhados por elementos gráficos inspirados em símbolos nacionais dos Estados Unidos, México e Canadá, incluindo a estrela, a águia e a folha de ácer.
A Adidas destaca ainda a utilização de uma superfície texturizada desenvolvida para melhorar o controlo da bola, proporcionar trajetórias mais previsíveis e reduzir a absorção de água. Existem também pequenos relevos distribuídos pela superfície, concebidos para aumentar a aderência durante remates, passes e dribles, mesmo em condições meteorológicas adversas.

A estrutura é composta por quatro painéis unidos através de ligação térmica, eliminando costuras visíveis. Segundo a fabricante, esta construção contribui para uma maior consistência aerodinâmica e para um desempenho mais estável durante o jogo.
A Trionda recebeu igualmente a certificação da FIFA após cumprir os testes exigidos de peso, formato, absorção de água e manutenção das dimensões, um aspeto particularmente relevante após algumas críticas dirigidas a bolas de anteriores edições do torneio, como aconteceu com a Jabulani utilizada no Mundial de 2010.
Tecnologia escondida no interior
O elemento mais inovador da Trionda encontra-se no seu interior. A bola integra um sensor de movimento capaz de recolher dados a uma frequência de 500 Hz, permitindo acompanhar com elevada precisão todos os movimentos realizados durante uma partida.

O sistema é capaz de fornecer informações detalhadas sobre a posição da bola, a velocidade, a trajetória e os momentos exatos em que ocorre o contacto com os jogadores. Estes dados são enviados para os sistemas de apoio à arbitragem e desempenham um papel importante em decisões relacionadas com fora de jogo, possíveis grandes penalidades e outros lances analisados pelo VAR.
Uma bola que precisa de bateria?
Ao contrário das bolas tradicionais, a Trionda necessita de energia para alimentar os seus sistemas eletrónicos. Para isso, utiliza carregamento sem fios através de uma base de indução especialmente desenvolvida para o equipamento.
O processo de carregamento demora aproximadamente 90 minutos e é realizado antes das partidas. A autonomia anunciada é de cerca de seis horas de utilização contínua, valor suficiente para cobrir um jogo completo com uma margem confortável.

Quando não está a ser utilizada, a bola entra automaticamente num modo de baixo consumo semelhante a uma hibernação, permitindo conservar energia durante vários dias sem necessidade de nova recarga.
Com a Trionda, a Adidas dá mais um passo na integração entre tecnologia e futebol. Além de manter as características exigidas pelos jogadores ao mais alto nível, a nova bola oficial do Mundial 2026 introduz funcionalidades inteligentes que ajudam a tornar a arbitragem mais precisa.
Comentários